sábado, 31 de dezembro de 2011

Caminhos sentidos

Ivan Leite

Andar e procurar um caminho,
Ainda que doa,
Inspira-me a vontade de ir.

Duvido dos rumos, Reis, poderes e sanções,
Acredito nos caminhos que me levam...
Bastam que sejam abertos ao amor.

Sei que tantas correntes nos dividem
E bloqueiam os pensamentos felizes.

As coisas que estão expostas na vida,
Depende de mim conquistá-las – é só querer
E caminhos são tantos e tortos.
  
                            
Se me desvirtuo entrando em cavernas sem luzes
É porque cada instante do destino me testa
Coloca-me diante delas para reluzi-las.
                              
Resta-me sempre tentar fazer o meu melhor,
Pois essa vida é mais uma chance que tenho...
E nela... Tudo pode se encerrar em um único instante.

Dos caminhos, prefiro aqueles que não doam,
Se assim acontecer é porque o destino quis,
Com dores ou não, terei a chance de aprender,
E me sentirei à vontade ao desenhar meus desígnios.
                              
Desenharei em uma tela enorme a vida
E poderei contemplá-la com esperança
Como se cada sentimento fosse uma pincelada
Montando a vida para não deixar perder um só pedaço.
                              
E quando todos os caminhos sentidos
Estiverem desenhados neste quadro enorme
Deitarei e descansarei para o todo sempre.

1ª. Versão: 18.08.1985 – Inverno  – Versão final: 31.12.2011 - Verão

Um comentário:

Prof. Joaquim Luiz Nogueira disse...

Interessante. É a pegada da vida humana que fica tateando uma nova forma de viver a cada instante..você estava inspirado,abraço..